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27/09/2017

Recepcionistas da saúde aprendem linguagem de sinais

Trinta pessoas se inscreveram para a capacitação que visa aprimorar o atendimento nas unidades de saúde de Resende

Créditos: Jenny Faulstich

As recepcionistas que atuam na Rede Municipal de Saúde de Resende estão aprendendo a se comunicar através da Língua Brasileira de Sinais (Libras) – linguagem utilizada pelos deficientes auditivos para se comunicar. A capacitação, oferecida pela Prefeitura, visa garantir o atendimento adequado aos portadores de deficiência auditiva. O curso tem duração de um ano e as aulas acontecem às segundas-feiras, das 16 às 18h, no Auditório do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), ao lado do Hospital Municipal de Emergência.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a capacitação está sendo ministrada pelo servidor João Maria de Souza, que trabalha no setor de Protocolo da Prefeitura e é surdo. Durante as aulas, a assistente social Maria das Graças Oliveira da Silva Mateus, também servidora municipal, atua como intérprete de João Maria, facilitando o entendimento dos alunos.

A capacitação dos profissionais que trabalham na recepção das unidades de saúde faz parte de um projeto elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde, intitulado "O cidadão promovendo a inclusão no SUS". No caso do curso de Intérprete de Libras, que faz parte do projeto, ele foi iniciado em 2014, mas estava paralisado. No entanto, como foi registrado um número significativo de deficientes auditivos buscando informações ou serviços na rede, a Prefeitura decidiu retomar o projeto.

Sem recursos para contratação de novos profissionais, a Secretaria de Saúde então convidou dois servidores municipais para ministrar as aulas e preparar os recepcionistas para atenderem os deficientes da forma mais adequada. O curso terá apostila e certificado de conclusão.

A capacitação, na opinião do prefeito Diogo Balieiro Diniz, não só melhora o atendimento às pessoas com deficiência auditiva, como também contribui para dar mais autonomia a elas, incluindo-as socialmente.

- Preparar nossos recepcionistas para atender adequadamente os deficientes auditivos é uma questão de respeito. Além disso, esta capacitação contribui para democratizar o acesso à saúde pública, dando mais autonomia aos deficientes – disse Diogo.